VOCABULÁRIO DO VOADOR

VOAR: A palavra soar (voar) vem do latim "ex aura" que significa "arejar , ventilar". Para os pilotos , voar não significa apenas ser transportado pelo ar ,mas sentir suficientemente à vontade no ar para utilizar a elevação e prolongar o vôo. Voar é permanecer com o uso do controle , ter habilidade e conhecimento de onde colocar-se na expansão do céu. (Retirado do livro ENTENDENDO O CÉU ,do autor Denni's Pagen).


ABORTAR DECOLAGEM
: quando o piloto de asa ou parapente esta na rampa quase decolando , entrar em vôo ,e por algum motivo ele resolve não voar ,para tudo e fica no chão. EX: linhas embaraçadas do glider, galhinhos entre as linhas do glider , linha quebrada ou vela rasgada tanto na asa como no glider , ou falta de alguma conexão do piloto no equipamento ."Ou qualquer coisa que ponha em risco o bom vôo!"

ACPUL: Association Des Constructeurs De Planneurs Ultra Léger - Entidade fundada em 1987, na França, por alguns fabricantes de equipamentos de vôo livre que queriam melhorar as condições de segurança dos parapentes e desenvolver este novo esporte. AEROTEST - Em 1991, o ministro da Indústria da França sugeriu o desmembramento da parte de testes da ACPUL sendo então criada, por alguns pilotos de testes, a Aerotest que é completamente independente dos fabricantes de parapente. As homologações de parapente, de acordo com esta entidade, enquadram-se em 4 categorias: Standard, Performance, Competition e Biplace. 

AÇAÍ:
do Tupi yasa, "fruta que chora",e que deita água, Palmeira de cujo frutos se faz uma espécie de refresco, muito apreciado, fruto do açaí....juçara!!! A Palmeira é muito encontrada no nordeste do Brasil......e o suco que se parece com um sorvete cor de terra roxa pode ser encontrado nas Barracas do Rio de Janeiro em especial no Pouso em São Conrado e em outros pousos como no Pico Agudo (Sto Antonio do Pinhal)....apreciado pelos voadores locais!!!

ACQUALIZAR:
quando o piloto com o seu equipamento de vôo cai na água. (lagos, rios, represas, mar, pântanos, etc...)

ADRENALINA: Hormônio produzido pela parte medular das glândulas supra-renais, e que tem numerosos efeitos no organismo (circulatório, metabólico e outros.......no Vôo livre, cara amarela e batimento cardíaco rápido....."coração na mão" !!!

AEROVIAS: Estradas aéreas.

AFNOR: Agence Française De Normalisacion - Órgão governamental francês de normalização que atua em todos os segmentos tecnológicos. Possui mais de 20.000 documentos de normalização sobre centenas de assuntos, entre eles seis destes documentos referem-se a testes de parapentes e pára-quedas de segurança como por exemplo a norma S52-308-2, de abril de 1996, que padroniza os testes para qualificação dos parapentes. Tanto a ACPUL quanto a AEROTEST usam estas normas para homologação das velas. 

AIR BAG: Proteção dorsal acoplada à selete (saco de ar) com válvula de entrada de ar para manter sempre cheio, ajuda em caso de pouso forçado suavizando a queda.

AMARELOU:
quando o piloto de glider ou de asa fica com medo, ou da condição do tempo, rampa nova ou mesmo voando toma uma pane (vôo turbulento) e vai para pouso "Amarelado", muita Adrenalina, acontece muito com piloto novo de vôo.......mas depende do dia é normal qualquer veterano amarelar, o vôo livre é muita sensibilidade, e tem dias que não estamos bem e realmente é melhor AMARELAR!

ANALISAR A CONDIÇÃO:
é verificar na rampa as condições do dia, velocidade do vento, nuvens, urubus voando, sol, sombra, lift, rotores, observar a natureza. Observar.

ARBORIZAR:
quando o piloto com o seu equipamento de vôo cai em uma árvore.

ASA COM KING: (King Post), um poste que fica acima da asa delta que estão ligado todos os cabos de aço deixando a asa armada.

ASA DELTA TOP LESS: é a Asa Delta que não tem King, diminuindo o arrasto, feita de Fibra de Carbono asas de alta para Campeonato.

ASSIMÉTRICA: pane, tomar uma fechada no glider e entrar em giro positivo; pois só um lado está voando (S.I.V)


BACALHAU:
Apelido dado aos equipamentos da escola ou saída de escola Asa Delta ou Paraglider, pouco planeio, seguro, perdoam erros dos novatos.....Geralmente equipamentos mais lentos, voam menos, "afundam mais em vôo" !

BARRA DE COMANDO: onde o piloto de Asa Delta pilota a asa. 

BASES: é a parte de baixo da nuvem...um pouco antes de entrar nelas.....as nuvens dão sustentação ao piloto de Asa Delta,  Parapente ou qualquer tipo de planadores, nuvens indicam térmicas e sugam os pilotos, as bases das nuvens variam em tamanho e altura de acordo com o dia....é o teto máximo de "altura relação ao solo"do voador no determinado dia......Pilotos _"Chico voou até a base"!

BATOQUES: duas alças uma em cada mão que serve para direcionar ou freiar o parapente.

BIRUTA: é um equipamento que indica a direção do vento, fica na decolagem e no pouso oficial. Encontrado geralmente em aeroportos. (a parte maior da biruta é onde direciona o vento, é de onde ele vem)



BLUE HOLES: Muito freqüentemente em dias térmicos, encontramos áreas com nenhuma nuvem. Estas áreas são propriamente chamadas de "blue holes" (buracos azuis). A elevação nos "blue holes" é provável de ser fraca, esporádica ou Não existente. Invariavelmente, é melhor contornar um "blue hole"do que atravessa-lo, se possível. Se o dia estiver com o céu todo azul você percorrera uma grande área de ar descendentes antes de encontrar uma provável fonte térmica!!! Atenção ao relevo no chão lugares onde se desprendem térmicas.

BOM VÔO:
palavra dita entre os companheiros de vôo livre segundos antes da decolagem, desejando boa sorte, ou seja "que voe com segurança (boa decolagem e pouso), "e voe com Deus".


BOMBANDO TUDO:
quando o dia está bom de térmicas, muitas ascendentes, ótimo dia para o vôo livre, muitas bases, com ótimas térmicas que sobem de 03 a 08 metros por segundo ou mais !!! Ou onde está uma térmica, EX: no cocuruto esta bombando! 

BRISAS:
vento fraco e suave ,constante.

B-STOLL:
manobra, parachutagem tirar o parapente de vôo e descer rapidamente com segurança. Puxar os dois 2º tirantes para baixo. (S.I.V)

BULLET: equipamento de suspensão onde o piloto de asa delta fica dentro (macacão) e é acoplado a asa. (é onde o piloto fica dentro e é acoplado na Asa Delta)

BUFINHA OU PIRI-PIRI: térmica fraca onde o piloto quase não enrosca sobe muito pouco, "piri-piri" se refere ao barulho (apito) do variômetro quando esta subindo bem devagar.

CABEING: é quando o voador de Asa Delta vem para pouso e por algum motivo erra o ponto de Stoll (freio para pouso) e acaba rolando no chão juntamente com a asa......acontece muito quando o piloto pega o vento de calda, pouso a favor do vento enquanto que o certo é fazer o pouso contra o vento. (as vezes o vento muda).

CAMEL BACK: reservatório de água onde o piloto de livre leva nas costas para beber em vôo(cross country) ,um caninho com uma válvula leva a água até a boca .(usado também por pilotos de moto cross).

CAPOTE OU CAPOTAR: capotar asa delta ,virar de ponta cabeça ,se o piloto cair no pano e perder o controle não se recupera ,(só lançamento do reserva), pode ocorrer em busca de térmicas no rotor ,ou em condições muito fortes com térmicas acima de 12 m/s (turbulência). Ocorria muito com equipamentos antigos , hoje dificilmente ocorre ,melhor pilotagem da asa (tecnologia).

CB (CUMULUS NIMBUS): nuvem gigantesca que suga o parapente ou a asa delta, ventos dentro do CB é de 200km/h com pedra de gelo e temperatura abaixo de zero, é um perigo 
para voador. Poucos sobrevivem.

CEN: Órgão criado recentemente na Europa que pretende padronizar e unificar todas as normas existentes para os países europeus. Participam da comissão, no caso do vôo livre, as entidades AFNOR, DHV, ACPUL e as diversas federações de vôo dos países europeus. 

CHECKING: onde o piloto conferi totalmente o seu equipamento inclusive se esta bem conectado, na decolagem antes de entrar em vôo. (Importante)

CIRRUS: nuvens espalhadas, camada fina, riscada no céu azul.



CLASSIFICAÇÃO DAS ASAS DELTAS:
Asa Delta de Baixa , Intermediária ,,Asa de Alta Performance com King (competição) , Asa de Alta Performance Top Less (competição) "sem arrasto" ,sensível aos comandos .

CLASSIFICAÇÃO DOS PARAPENTES: parapente da escola (bem seguro dificilmente voa), parapente saída de escola (pouco planeio), Intermediário, alta Performance (classe serial),  Competição, e os Protótipos. Norma de segurança é bom seguir a seqüência. (instrutor orienta)

CLOUD STREET:
Fileiras de nuvens ,são criadas no ar livre , geralmente com vento de 25 km/h, formando verdadeiras ruas ,quando bem acumuladas (nuvens cumulus),formam um caminho para o voador seguir voando na base KM ,dando ótima sustentação para Asa Delta ,parapente ou qualquer tipo de planador.

COCURUTO: O ponto mais elevado de uma coisa, crista, grimpa. O alto da cabeça. Vértice, ponta...Elevação cônica de alguns montes ou colinas. Saliência de terreno; montículo. Os altos de uma coxilha. Os cocurutos são pequenas montanhas mais altas, vista pelo voador, geralmente desprendem Térmicas!!!

CONVERGÊNCIA:
ventos que se encontram, sopram de dois lados e se unem, pode ocorrer na rampa (montanha), o vento entra em dois quadrantes na frente e atrás da rampa! Em vôo, ocorrendo um vôo livre sustentado, ou no pouso ocorrendo um pouco de turbulência! Tomar cuidado!!!

CORREDORES
-
Espaços aéreos previamente demarcado.

CRAVETE:
manobra no parapente onde o piloto puxa para baixo as linhas internas do tirantes "A" ,até a vela dobrar se horizontalmente unindo as duas pontas do paraca , assim o equipamento desce na vertical ,rapidamente ,é uma manobra pouco usada , mais decorativa. O perigo de sair de um cravete é engravatar o paraca.

CROSS COUNTRY:
Modalidade de vôo onde o piloto de livre pega varias térmicas e procura percorrer a maior distância em KM, recorde de distancia 402 km. Também ocorrem campeonatos específicos de Cross Country em regiões adequadas. Exige muita técnica e perícia do  piloto.

CUMULUS: Nuvens separadas que têm topos amontoados em vários níveis. Estas nuvens podem ser muito pequenas OU de grande extensão quando desenvolvem-se nas tempestades.(CB"s).

DECOLAGEM ALPINA: quando o piloto de glider fica de frente para rampa e de costas para a vela , decolagem com o vento fraco , sair correndo de frente .

DECOLAGEM INVERTIDA: quando o piloto de glider fica de costas para a rampa com os tirantes cruzados ,olhando para velame ,com relativo vento forte ;ficando de frente assim que o glider estiver acima da cabeça .

DECOLAGEM SEM PERDÃO: é uma decolagem mais radical ,onde o piloto não tem espaço para correr (pouco espaço) ou seja fica de frente com o abismo (o chão da rampa acaba na Falecia ),não podendo ocorrer erros na decolagem ,o voador tem que estar com a mão da ASA ou Gliders ,logicamente decolara com segurança com um bom vento de frente . Detalhe :ficar próximo a falecia para não pegar o rotor da rampa ! 

DHV: Deutscher Hanggegleiterverband - Órgão alemão não governamental que regulamenta e homologa tudo em relação a asa delta e parapente. Os serviços prestados pela DHV são: homologação de parapentes, asas e pára-quedas reserva, registros e análises de acidentes, divulgação e controle de campeonatos dentro e fora da Alemanha, mantém um serviço de classificados para venda de equipamentos, divulga práticas de vôo, ministra cursos de vôo e aplica testes em pilotos. Praticamente todos os fabricantes mundiais de asas e parapentes fazem homologação por esta entidade. A classificação que adota é classe 1, 2 e 3, e classificações intermediárias 1-2 e 2-3 sendo o 1 um equipamento muito fácil de pilotar e o 3 muito difícil, necessitando de pilotagem sempre ativa e respostas muito rápidas do piloto frente a incidentes de vôo.

DUST DEVILS: rodamoinho de vento, encontrado em lugares, onde desprendem fortes térmicas. (são formadas quando as térmicas ascendem em um índice de variação térmica superadiabático)

EFEITO SOLO: mais ou menos aos 20 metros do solo não se pega térmica, nem descendentes, colocar o equipamento de frente para o vento e pousar.

ENCHER O TANQUE: ir até o topo da térmica "na altura máxima" para depois o voador seguir adiante.

ENGRAVATAR: é quando o piloto de glider toma uma fechada ou sai de uma manobra onde uma das pontas da vela entra pôr de baixo das linhas e saindo pôr trás da própria ocasionando uma pane ( nó de gravata) .Pode se reverter a pane ou não depende da altura e o estado do parapente com as linhas enroscada .Se o piloto não sair da pane é caso de jogar rapidamente o pára-quedas Reserva ! 

ENRAIZAR: piloto que demora para decolar, já checado e conectado no equipamento fica parado na rampa muito tempo, fazendo fila de pilotos atrás dele....... piloto com raiz fica preso no chão!

ENROSCAR: é quando os voadores pegam térmica e ficam girando dentro dela e subindo, como URUBU.

ENTUBAR: é quando o voador com o seu equipamento entra nas nuvens, as vezes só com manobras para sair.

ENTRANDO O CICLO: Horário do dia que começam a desprender as térmicas (aquecimento da superfície) , geralmente por volta das 11:00 da manhã, entrando condições alternadas ,Ex: como ondas no mar.

ESPIRAL: entrar em giro com a Asa Delta ou Paraglider em alta rotação, descida muito rápida podendo chegar a descer 25 metros por segundo, ótimo para fugir de CBs. (nuvens) (S.I.V)

ESTAMPAR: chega no topo da térmica fica muito alto de 2000 metros à 3500 metros de altura do chão.

ESTAR COM A MÃO: quando o piloto esta voando bem ,colocar em vôo o equipamento onde quiser , fazer manobras , entrar em térmicas , uma boa pilotagem com segurança ,pousar com precisão .Sempre com o equipamento na "mão" ,sobre controle .Dificilmente toma pane e quando ocorre ,corrige a vela com o comando certo.

FAI: Federation Aeronautic Internacionel - Fundada na França em 1905 é uma entidade não governamental que promove e regulamenta mundialmente as atividades aeronáuticas e espaciais. Basicamente ela regulamenta e homologa recordes mundiais e eventos esportivos nas várias modalidades aéreas: balonismo, vôo livre, aeromodelismo, pára-quedismo , astronáutica, asa delta, ultraleves e girocópteros. Seu lema é: "mais longe, mais rápido, mais alto". 

FANTASMINHAS: Quando o piloto entra nas nuvens e as gotículas brancas no céu, passam pela sua visão, com velocidade!!!

FAROFA: dia de muitas térmicas, o parapente chega a subir muito e voar distâncias longas, horas de vôo, muitas asas e parapentes no céu, ótimo dia de vôo. (os paracas na mesma térmica, na decolagem que farofa!)

FAZER TIRADA: voar km de distância geralmente a favor do vento.

FECHAR ORELHA: manobra simples, no parapente para diminuir a área vélica, para descer um pouco mais rápido que o normal, mas não até o chão. (S.I.V) (manobra que diminui a área vélica, para descer rapidamente)


FIXOS COMPULSÓRIOS - Pontos estipulados por coordenadas geográficas para 
certos fins.

FRENTE FRIA: Passa em questão de horas , a menos que seja precedida por uma rajada de vento ou trilhada por uma outra frente. Geralmente, traz um ar seco e mais frio com ótima visibilidade e condições instáveis. Geralmente de 01 a 02 dias antes da frente chegar na região, ótimo dia de vôo.

FULL STOLL: manobra que fecha totalmente o parapente, e o piloto começa a cair. (S.I.V)

GANHAR A RAMPA: decolar e subir em vôo metros acima, (lift ou térmicas), ficando em vôo a mais de 1.000 metros acima da rampa (decolagem-montanha), ou ate mesmo subir apenas alguns metros!

GATILHO: lugar no chão onde se desprendem as térmicas, pedras, árvores, trator arando, arado, algum elevado num plano, etc.

GLIDER: abreviação de paraglider.

GOAL: termo usado em campeonato de vôo livre no pouso de chegada.

GPS: equipamento de precisão usado em aviões, e pelos voadores de vôo livre para percorrer distância através de satélite, indica sua posição no planeta.

HOUSE THERMALS: (térmica de casa) refere-se á uma fonte térmica próxima a um local de vôo, em particular, que é razoavelmente segura. Esta térmica pode ser como uma coluna continua ou como uma sucessão regular de bolhas. Muitas Vezes os pilotos mergulham em uma térmica house e só encontram um decepcionante ar descendente. Nada é garantido no ar, exeto a gravidade e o custo elevado do equipamento. Entretanto , uma house térmica é a forma mais segura de térmica que nós temos....trocar sempre informação com o voador local e perguntar das velhas e tradicionais térmicas.....

HOMOLOGAÇÃO: é um registro do comportamento em vôo do equipamento. Como se comporta em manobras e panes , velocidade , razão de planeio etc. com respectivas notas. As melhores velas são homologadas . Quando o piloto compra uma vela fica consciente de sua performance em vôo.

JANELA: termo usado em competições ,para abrir horário de decolagem para os pilotos, geralmente quando entra uma boa condição ou começam os ciclos. Abre janela e fecha janela.

LASTRO: Bolsa de água para fazer peso (aumentar peso piloto), acoplado dentro da selete; regulável, pode soltar a água em vôo.

L/D: Lift and Drag (do inglês, significa sustentação e arrasto) - É a razão entre o planeio e o afundamento do parapente, ou seja, é a medida que utilizamos para dizermos que o parapente voa 8 metros para frente, por exemplo, por 1 de afundamento. A medida muda sensivelmente com o modelo do velame. 

LIFT:
vento que sobe as encostas das montanhas que proporciona a sustentação do paraglider ou asa delta. Vento de frente a rampa de decolagem.

LINHAS DO GLIDER: as linhas do glider são resistentes suportam uma força de 120 quilos de media ,é feita de um material chamado kevlan ,é encapada , os paracas de competição tem as linhas mais finas para diminuir o arrasto (contato com o vento ),é importante sempre checar as linhas antes de decolar!

MANOBRAS: "fazer acrobacia", pilotos com muita experiência ,de preferência fazer acima de lagos ,represas e praias (água) , toda e qualquer manobra deve ser feita com muita altura afastado do relevo , ver no link S.I.V.

MAÇAROCA:
grandes nuvens ou quantidades de nuvens que possam atrapalhar o vôo livre, quando as nuvens entubam a rampa e não da para decolar, formação de CBs, Teto baixo ou seja nuvens muito baixas.....permitindo muita umidade no ar.

MIOLO DA TÉRMICA:
o centro da térmica região onde sobem mais, ascendente mais forte.

MOSQUETÃO: São duas presilhas que estão conectadas na selete ,onde são fixadas os tirantes do paraglider .É através do mosquetão (um de cada lado) que o glider é conectado na selete (cadeirinha).

Não Vou Voar Hoje: Uma das frases mais difícil de se executar pôr um piloto no Vôo livre principalmente quando este já se encontra em uma rampa, mais difícil do que ate fazer este esporte considerado radical "Vôo Livre", 
ANALISAR A CONDIÇÃO e concluir que o dia não esta adequado para voar ( cada dia é um dia diferente "Totalmente") : Ventos Fortes, Vento lateral a rampa, CB (Cumulus Nimbus), Turbulência, Rampa não adequada.......sem pouso oficial "seguro", Ventos com rajadas, Vento Não Definido, Rotores, etc...
PILOTO: com ressaca, doente, dor de cabeça ou qualquer mau estar, aqueles dias que estamos meio devagar (não ao Vôo), aluno sem o acompanhamento do instrutor, não conhecer o equipamento e voar em condições consideradas fortes (não ao Vôo). Ir voar sozinho ou pior voar sem trocar informações piloto local. ATENÇÃO aos conselhos dos veteranos!
EQUIPAMENTO: com fadiga, velho, sem revisão, com gambiarra, sem procedência, equipamento não adequado ao piloto e as condições do dia, estar acostumado com o seu equipamento e trocar de repente e querer fazer o mesmo Vôo.
Asa ou glider não checado.
VÔO LIVRE HARMONIA ENTRE NATUREZA, HOMEM E EQUIPAMENTO !

NEGATIVA:
uma das piores panes no parapente, pois o piloto vai para frente e o glider voa para trás. Freiar muito um 
lado só, entrando em STOLL. O piloto perde a noção de planeio, melhor maneira de sair, é levantando as mãos rapidamente, deixar voar. Fazer S.I.V por segurança do piloto.

NÍVEL - Determinada altitude utilizada num vôo.

NUVENS DIZEM-NOS: Velocidade do Vento, Indicações do Tempo, Sinais de Elevação, Turbulência, Sinais de Chuva, (mapa para vôo).

ORELHÃO: manobra com o maior fechamento, diminuindo bem a área vélica do parapente, descendo rapidamente, nunca até o chão. (S.I.V)

PARACA ou PARAPA: significa parapente ou paraglider, "um modo rápido de dizer."

PARACHUTAGEM: tirar o equipamento de vôo, ou seja, o parapente perde o seu planeio. Pode ser ocasional ou sem querer, acontece com equipamentos muito velhos.

PARAGLIDER / PARAPENTE: significa a mesma coisa. Paraglider em inglês e Parapente em francês.

PÁRA-QUEDAS RESERVA: é um pára-quedas redondo (não dirigível) que fica embutido na selete (glider) ou no bullet (asa delta), é lançado após uma pane total do piloto em pleno vôo sem recuperação de planeio do equipamento. (S.I.V.) Obs.: O glider e a asa não são desconectados, no caso o glider apenas recolhido.

PEGUEI UM CANHÃO: uma térmica forte que chega a subir até 12 metros por segundo.

PESO PILOTO , PESO EQUIPADO: cada equipamento (asa delta ou parapente ) tem um tamanho (área vélica) adequado ao peso do piloto com ou sem equipamento . Geralmente o tamanho é caracterizado na vela como grande ,media e pequena ,variando com o peso máximo ou mínimo de um piloto.

PICAR A ASA: acelerar a asa delta, puxando a barra abaixo do peito.

POM POM: várias nuvens no céu, como se fosse, vários flocos de algodão formando várias bases, geralmente é um ótimo dia de vôo livre.

POUSAR NA MOSCA: pousar o equipamento em um lugar predeterminado ,usado muito em campeonatos com pouso determinado , uma circunferência mais ou menos de um metro de diâmetro , e uma outra maior no seu contorno isso tudo dentro de uma área grande demarcada para se enxergar em vôo.


POUSO OFICIAL: é um lugar de pouso seguro, onde o piloto após a decolagem se não pegar nenhuma térmica, "fazer um prego", o equipamento de vôo chega seguro só no planeio, geralmente é um lugar bem plano longe de fios, postes, placas, telhados e sempre tem uma biruta direcionando a direção do vento. Espaço bem grande.

PREA (COELHINHO): aluno, ou recém formado na escolinha de vv, os veteranos apelidam os novatos.

PREGO OU MERRECA: decolar e pousar logo em seguida sem pegar térmica (alguns minutos)

PRÉ FRONTAL: um ou dois dias antes de chegar a frente fria ,antecede ,dias de boa sustentação para o vôo livre ,dias de ventos lisos de boas térmicas ,ventos constantes .

PROTÓTIPO:
parapente ainda em teste para competir ,muito nervoso ou seja sensível aos comandos ,entra fácil em colapso se o piloto não for experiente ou ter a mão da vela ,mesmo assim é uma vela perigosa principalmente em condições fortes de vôo. Velame não homologado ,na Europa tem pilotos que são contratados para testar estes gliders que no futuro serão fabricados se forem aprovados pelas respectivas fabricas .

PYLÃO:
lugares demarcados no chão para os voadores passarem por cima e tirar fotos ou marcar no GPS para provar que passaram naquele ponto. (em campeonato)

QUAL A SUA FREQÜÊNCIA?: se refere a freqüência do radio, cada rampa usa uma (importante se informar), pois todo voador usa um radio VHF, para se comunicar com o resgate ou com outros voadores em pleno vôo, (Ter um radio é uma das normas de segurança).

RADICAL: Relativo a Raiz, fundamental, essencial, básico. Que prega o radicalismo, revela inflexibilidade, medidas radicais.........radicular ( centro-,eixo-e plano )......Parte invariável de uma palavra.....SÍMBOLO DA POTÊNCIA FRACIONADA DUMA EXPRESSÃO QUALQUER!!!
Grupo de átomos que é capaz de numa molécula guardar sua individualidade em determinadas reações!!! Radicalismo é um comportamento ou opinião inflexível, forte !!!

RAJADAS: Ventos fortes alternando entre 30 a 60 km/h ou mais.....

RAMPA: geralmente no pico das montanhas, lugar mais alto, para o voador decolar, geralmente ponto de encontro, onde se forma clubes.

RESGATE: a pessoa que acompanha o voador, leva os pilotos na rampa e depois vai pegar, no pouso geralmente de carro, caminhonete até mesmo de moto se for glider.

ROLE BOLE: quando o piloto chega muito rápido no chão e para não Ter impacto sai rolando, tem técnica para isto, apenas com o paraglider.

ROTOR: vento que sopra para trás das montanhas jogando o voador para baixo sem sustentação.

ROUBADA OU ROBADA: um pouso forçado onde o piloto se encontra sem resgate , longe de estradas ,casas ,ou seja perdido ,dificuldade para sair do local , ou pousar em algum tipo de plantação ,arvores , ,fios elétricos ,enrosco em geral , também animais tentando avançar "cachorro", "touros", etc... problemas no pouso em geral fora dos planos de vôo.

S.I.V: "Simulação de Incidentes de Vôo" curso onde também se aprende fazer manobras com segurança.

SAIR NA BUFA: quando o piloto decola , e a térmica vem se desprendendo ,decolando para cima ,ganhando vários metros acima da rampa (ganhar a rampa) em segundos ,sem enroscar.

SAT: Uma das manobras mais radicais do Vôo de Glider....espécie de espiral......onde o piloto de parapente entra em giro, quando o velame encontra a sua frente o próprio comanda sensivelmente o batoque de fora do eixo do giro....e quem passa a girar é o Velame........"tem que estar com muita mão".......anos de vôo livre, conhecer bem a vela e fazer um curso avançado e especializado em manobras acima da represa com muita altura com um ótimo instrutor..........muito perigoso pois alem de estar perdendo altura 25 metros pôr segundo, tem grande possibilidade de negativar. __"Punk"!!!

SELETE: cadeirinha onde o piloto de glider fica sentado em vôo. Onde fica acoplado todos os instrumentos de vôo, inclusive o pára-quedas reserva.


SHEAR LINES: O encontro de diferentes volumes de vento . Podem ser observados na interação de diferentes ventos na água.

STRATUS: Nuvens em camadas muito dispersas com uma base regularmente uniforme. Tornam o dia cinzento, uma vez que bloqueiam o sol extensivamente.

TERMINAIS - Área que abrange mais ou menos 50Km e torno de um aeroporto.

TÉRMICA SALÃO: enormes térmicas, espaçosas que sobem de 8 à 12 metros por segundo. Chamada também de porrada para cima.

TÉRMICA: ar quente que se desprende do solo e sobe de 1 metro por segundo até 15, 16 metros por segundo onde leva o voador para cima.

TÉRMICA PICADA: são pequenas térmicas, ascendente fraco, mau da para enroscar, as vezes ocasiona uma turbulência só, podem aparecer em dias em que, após uma chuva e logo em seguida faz um sol forte, ou um dia de chuva no outro dia de sol.

TÉRMICAS PICADAS: várias térmicas "pequenas" desprendendo do solo ao mesmo tempo, depende também do quadrante do vento. Ocorre mais turbulência do que subir nas térmicas.

TERRA DE MALBORO: sobrevoar regiões enormes onde não se encontra nada, as vezes pode demorar mais de um dia para retornar se caso pousar. Grandes campos com arvores e florestas, terras de ninguém, extensões de terras, vales e montanhas, sem estradas. (propaganda da TV do cigarro Malboro). É uma roubada pousar em terra de Malboro!

TERRAL (Vento): vento que sopra da montanha para o mar.

TETO ALTO OU TETO BAIXO: nuvens altas ou nuvens baixas demonstrando no céu o limite de altura que provavelmente ocorrera aquele dia.

TIRANTES: fica entre a selete e as linhas, é onde se acopla o glider juntamente com a selete geralmente tem 3 a 4 de cada lado. (foto de uma mesma térmica, Casiomar e Natrielli, foto das tirantes direito do glider).


TIRAR DO CHÃO: quando o piloto está de 30 a 50 metros do chão e está quase fazendo aproximação a para pouso e engata (pega) uma térmica e começa a enroscar e vai subindo até estampar.

TOMAR UM FRONT: é uma pane geralmente rápida, sem perigo, principalmente com parapentes de ultima geração. É quando ocorre um fechamento de frente, a parte da frente da vela vem para baixo e para trás rapidamente, em segundos volta o planeio normal. Ocorre na entrada de uma térmica forte ou na saída, em dias turbulentos também.

TOMEI PARA BAIXO: entrar numa descendência, "como tem ar quente subindo tem também descendo, as vezes vai até o chão, sem perigo para o pouso". (efeito solo)

TOMEI UMA FECHADA: quando o parapente fecha um dos lados, "pani normal" voltando rapidamente aberto quando corrigido corretamente.

TOMEI UMA VACA: em pleno vôo pane total no equipamento (geralmente segundos), logo após, recuperando o planeio normal. Apenas um susto , muita "Adrenalina".

TRAPÉZIO: é um triângulo feito de Tubos que fica a frente do piloto de asa delta onde está a barra de comando. (trapézio da Asa Delta é um triângulo afrente do piloto.)


TRIMER: é um regulador de velocidade pouco usado, poucos fabricantes de parapentes usam. Fica estalado no ultimo tirante (um de cada lado). Soltar o trimer acelera, recolher ou caçar o trimer o parapente voa mais lento ( Obs.: a regulagem tem que ser idênticas nos dois tirantes). Não se usa mais, a maioria dos paracas vem sem trimer.

TURBULÊNCIA - quando o vôo esta agitado, adrenalina, punk, sacudido. Pode ocorrer: o glider pode fechar, a asa pode capotar. Tipos de ventos, térmicas fortes ou quebradas, rotores.........podem também ocasionar turbulência.

TUCHAR A MÃO:
é voar bem , estar em um dia em que o piloto se sente seguro e com muita vontade de voar , então entra bem nas térmicas ,bem centralizado no miolo (centro) , estar voando adequadamente no lift sem perder altura .Estar bem de manobras!

TWIST: é quando em vôo o piloto de parapente fica com as linhas acima de sua cabeça, enroladas, várias voltas, torcidas, para desenrolar o piloto precisa girar ao contrario. (esclarecer com instrutor)

UM QUARTEIRÃO DE TÉRMICA:
uma térmica muito , muito grande e espaçosa ,enrosca facilmente!Geralmente sobe sem dificuldade .Dificilmente aparece uma térmica desta.

URUBU:
pássaro preto que não gosta de bater asas ,voa em térmicas a procura de alimentos ou para se deslocar de uma região para outra ,tem uma grande sensibilidade para voar em correntes de ar ascendentes ,esta sempre presente em rampas boas de vôos. O pássaro sabe tudo ! Uma das analises é ver o urubu em vôo ,o piloto sempre esta atrás de um urubuzinho.

VARAL:
quando não há vento suficiente, a decolagem é realizada com a ajuda de outras pessoas, as quais levantam a vela ou velame (glider) numa determinada altura, facilitando a entrada de ar (pressão) na vela. 

VARETAR:
é quando 2 pilotos 1 e 2 (de asa ou parapente) estão na mesma térmica, sendo que 1 esta mais baixo de 2, então 2 sobe e fica acima de 1.

VARIÔMETRO: equipamento usado pelos voadores que marca a diferença de altura, se está descendo ou subindo.

VELA ou VELAME: quando o piloto fala especificamente do tecido ,(apenas do glider independente do resto do equipamento).


VENTO DE CALDA ("Caldal"): vento que vem sempre nas costas do piloto ou vento que esteja soprando ao contrário do quadrante da determinada rampa. Voar a favor do vento com o equipamento. Nunca decolar com vento de calda, pois a montanha ocasiona um forte rotor.

VIRAR LENDA, SUMIR DO MAPA, VAPORIZAR: Ir embora, sair do local onde esta "rapidamente", seguir viagem, fazer desaparecer!!!

VOADOR QUE BIRUTA (O BIRUTA): é o piloto que decola primeiro para analisar as condições e sentir se as térmicas estão se desprendendo do solo, geralmente é um piloto experiente ou conhece a região, "vai birutar". Conversa com o rádio com os outros pilotos.

VOAR ATÉ A BASE: é enroscar em térmicas; voar até as nuvens que dão sustentação para a asa ou parapente e ficar bem debaixo dela.

VOAR EM VAGÃO: termo usado muito em campeonato; pilotos que não arriscam voar na frente em distância, ficam esperando outros voadores pegarem novas térmicas para ir atrás com segurança evitando o pouso.

VÔO TURBULENTO: é quando o vôo é sacudido , o parapente chega até a fechar parte dele , muita adrenalina.

VÔO RALADO: vôo onde o piloto encontra dificuldade para subir, poucas térmicas, térmicas picadas, sobe devagar com muito desgaste e concentração, lift fraco fazendo o piloto ficar próximo ao relevo, perto das arvores tenta se manter o máximo voando.

VÔOAÇO OU VÔOZAÇO: um vôo bem sustentado, horas de vôo, ou km de vôo livre.

WHIP STALLS: manobra de Asa Delta onde o piloto pica a asa (acelera) e estola (freia), pica a asa de novo e estola.....pica e estola e assim alternando em seqüência............ seria um sobe e desce....(Montanha Russa). Logicamente perdendo altura !

WINGOVER: manobra de glider ou asa que o piloto fica para um lado e para o outro, como um pêndulo , balançando , onde o paraglider chega a ficar bem ao lado. Grande sensação de liberdade. Logicamente perdendo altura . (S.I.V.)


CUIDADO ! Se tiver vaca no pouso pode ser perigoso!!!

BONS VÔOS PARA A GALERA!!!